terça-feira, 16 de maio de 2017

Daniela Mercury - Ilê Pérola Negra (O Canto do Negro)






Daniela Mercuri de Almeida Verçosa, conhecida apenas como Daniela Mercury, o seu nome artístico - nascida em Salvador, a 28 de Julho de 1965 - é uma cantora, compositora, instrumentista, produtora musical, actriz e jurada de talent shows luso-brasileira. Na sua carreira a solo, Mercury vendeu mais de 20 milhões de discos em todo o mundo.Vencedora de um Grammy Latino, pelo seu álbum "Balé Mulato - Ao Vivo", recebeu também seis Prémio da Música Brasileira, um prémio pela APCA, três prémios Multishow e dois prémios pelo VMB, de melhor video clip e fotografia. Na televisão, foi jurada e mentora dos talent shows Popstars, Superstar e The Voice Kids Portugal.

Em 1991, Daniela lançou o seu álbum homónimo, que foi seguido por "O Canto da Cidade" um ano depois, alavancando a sua carreira como artista nacional e levando o axé music a patamares nunca antes atingidos. Com o passar dos anos, lançou vários álbuns, gerando grandes singles como "Swing da Cor", "O Canto da Cidade", "À Primeira Vista", "Rapunzel", "Nobre Vagabundo", "Ilê Pérola Negra (O Canto do Negro)", "Mutante", "Maimbê Dandá", "Levada Brasileira", "Oyá Por Nós", entre outros. Gravou também um DVD comemorativo dos 25 anos do Cirque du Soleil e fez parte do Festival de Jazz de Montreal. Além disso, participou num álbum de Alejandro Sanz e cantou com Paul McCartney, na Noruega, durante a entrega do Prémio Nobel da Paz. Em 2013, Daniela lançou, em parceria com a esposa, o seu primeiro livro, "Daniela e Malu: Uma História de Amor".

Biografia

Daniela Mercury é filha de Liliana Mercuri de Almeida, uma assistente social de ascendência italiana, e de António Fernando de Abreu Ferreira de Almeida, um mecânico português. A cantora cresceu no bairro de Brotas com os seus quatro irmãos: Tom, Cristiana, Vânia (que também é cantora) e Marcos. Quando tinha oito anos de idade, começou a estudar dança. Aos treze, após assistir a um show de Elis Regina, decidiu tornar-se cantora, e, aos quinze, começou a apresentar-se em bares.


Carreira


1986–1990: Bloco Eva e Companhia Clic

De 1986 a 1988, Daniela foi backing vocal da Banda Eva quando o grupo ainda era apenas um bloco carnavalesco, tendo-se apresentando apenas nos cinco dias de festa, fazendo base para os vocais principais de Luiz Caldas, Marcionílio e Ricardo Chaves, respectivamente os vocalistas do bloco naqueles anos. Em 1988, tornou-se vocal de apoio da banda de Gilberto Gil e, em seguida, entre os anos de 1989 e 1990, gravou dois álbuns como vocalista da banda Companhia Clic. Com esta, lançou as canções "Pega que Oh!" e "Ilha das Bananas", que fizeram sucesso um tanto ou quanto moderado nas rádios da Bahia. Logo no início da década de 1990, Mercury decidiu partir para uma carreira solo.


1991–94: "Daniela Mercury" e "O Canto da Cidade"

O primeiro álbum de Daniela, o homónimo "Daniela Mercury", foi lançado em 1991 pela gravadora Eldorado. Deste, foram lançadas, para as rádios, as canções "Swing da Cor", o primeiro single de Daniela a chegar ao topo da parada brasileira, e "Menino do Pelô": ambas gravadas com o bloco afro Olodum. No ano seguinte, desligou-se da gravadora e, desde então, produz os próprios álbuns para depois negociar a distribuição dos mesmos com as gravadoras que estejam interessadas. Em 1992, apresentou-se no projecto "Som do Meio-Dia" no Museu de Arte de São Paulo. O show reuniu mais de trinta mil espectadores, o que acabou por deixar o trânsito engarrafado nas imediações do local. Após quarenta minutos de show, Daniela foi retirada do palco por representantes da secretaria de turismo de São Paulo, que, preocupados com a estrutura do museu, obtiveram uma ordem da polícia militar para a retirar do local.

Logo após o show, Daniela foi contratada pela gravadora Sony Music e, através desta, lançou o seu segundo álbum solo, "O Canto da Cidade". O álbum vendeu mais de dois milhões de cópias no Brasil, fazendo com que Daniela se tornasse a segunda intérprete feminina a atingir tal feito. Produziu sucessos como "O Mais Belo dos Belos", "Batuque", "Você Não Entende Nada" e a faixa-título do álbum. Todos alcançaram o topo da parada oficial. As canções "Só Pra Te Mostrar", um dueto com Herbert Vianna, e "Bandidos da América" fizeram um sucesso moderado nas rádios brasileiras, atingindo as posições nove e 21 na parada, respectivamente. O álbum rendeu um especial de fim de ano na Rede Globo, onde foram mescladas apresentações de um show gravado na praça da Apoteose no Rio de janeiro com video clips gravados com Caetano Veloso, Herbert Vianna e Tom Jobim. Anos mais tarde, o especial, até então inédito em vídeo, foi lançado em DVD para comemorar os quinze anos do lançamento do álbum. Em Julho de 1993, Daniela foi uma das principais atracções brasileiras no prestigiado Festival de Jazz de Montreux, na Suíça.

Alguns críticos consideram que "O Canto da Cidade" foi o precursor do movimento samba-reggae, logo chamado de axé music, que, em seguida, ganhou força em todas as regiões do país e permitiu que outros artistas do género tivessem destaque no cenário musical brasileiro. Acredita-se que, também, a partir deste álbum, o carnaval da Bahia passou a ter divulgação maciça na imprensa. Daniela experimentou, durante este período, um auge de popularidade pouco visto na história da indústria musical brasileira, sendo apelidada de "furacão da Bahia" e "rainha do axé".


1994–99: "Música de Rua" e "Feijão com Arroz"

Em 1994, Daniela lançou o terceiro álbum, intitulado "Música de Rua", através da Sony Music. As críticas foram duras, afirmando que a cantora copiara a fórmula do álbum anterior. No entanto, este álbum vendeu mais de um milhão de cópias e produziu dois singles que alcançaram o topo da parada, "Música de Rua" e "O Reggae e o Mar", e um que chegou ao 6° lugar, "Por Amor ao Ilê". Naquele mesmo ano, gravou com Ray Charles um comercial da Cerveja Antarctica em homenagem à Copa Mundial de Futebol da FIFA.

Em 1996, lançou o quarto álbum, "Feijão com Arroz". Produzido por Alfredo Moura, maestro e compositor brasileiro, reconhecido por Caetano Veloso como o urdidor da axé music, foi muito bem recebido quer pela crítica quer  pelo público, sendo considerado, pelo site AllMusic, o melhor da carreira da cantora. Os arranjos e a produção esmerada colaboraram para mostrar ao grande público um lado da cantora até então desconhecido. Entre as canções lançadas, estão os singles, que alcançaram o primeiro lugar das paradas, "À Primeira Vista", "Nobre Vagabundo" e "Rapunzel". As vendas de "Feijão com Arroz" chegaram perto da casa dos dois milhões de cópias, fazendo, deste, o segundo álbum mais vendido de toda a sua carreira.

O álbum ajudou a impulsionar a carreira internacional da cantora. Em Portugal, tornou-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Em França, vendeu cerca de 300 mil cópias- Daniela apresentou-se mesmo no teatro La Cigale. Em Nova Iorque, a cantora bateu recorde de público no Festival de Artes Latinas do Lincoln Center. Foi neste mesmo ano que a cantora decidiu levar o seu bloco - o tradicional Crocodilo - para o circuito então alternativo da Barra. A medida, de início ousada, acabou por tornar o circuito Barra-Ondina o principal do carnaval de Salvador. No ano seguinte, fez uma participação especial ao lado de Alceu Valença na telenovela Mandacaru, da extinta TV Manchete, onde interpretaram Lampião e Maria Bonita. No ano de 1998, lançou o seu primeiro álbum gravado inteiramente ao vivo, intitulado "Elétrica". Este álbum, produziu o número oito "Trio Metal" de autoria de Alfredo Moura, Renan Ribeiro, Marcelo Porciúncula e Daniela. No mesmo ano, Daniela participou na colectânea "Tropicália - 30 anos", onde interpretou "Alegria, Alegria", uma das canções de assinatura de Caetano Veloso. Nesse mesmo ano, o video clip de "Rapunzel" foi exibido nos intervalos dos jogos da Copa de Futebol em França tendo a cantora sido eleita a artista do verão pelo canal France 2, o maior canal público francês.

Em 1999, foi lançada a coletânea "Swing Tropical", o último álbum lançado através da Sony Music. Esta colectânea continha os maiores sucessos até então e uma regravação de "País Tropical", um dos maiores sucessos de Jorge Ben Jor, com os Olodum, sob a direção e produção de Alfredo Moura. Neste mesmo ano, Daniela fundou um dos principais trios eléctricos do carnaval de Salvador, o Trio Techno. No entanto, a cantora foi vaiada devido à estranheza do grande público para com a fusão com a música eletrónica. Contudo, aos poucos, foi alcançando a aceitação do público. Todos os anos, desde então, o trio é acompanhado por uma enorme multidão no percurso Barra-Ondina. Hoje, o carnaval de Salvador é repleto de DJs em blocos e camarotes.


2000–04: "Sol da Liberdade", "Sou de Qualquer Lugar" e "Carnaval Eletrónico"

No período de 2000 até 2004, Daniela lançou quatro álbuns através da BMG, onde, aos poucos foi propositadamente fugindo ao rótulo axé music para mostrar a sua versatilidade. O primeiro deles foi "Sol da Liberdade", em 2000, que vendeu quase um milhão de cópias e produziu dois números um: "Ilê Pérola Negra (O Canto do Negro)" e a regravação de "Como Vai Você" de Antônio Marcos. A música "Sol da Liberdade" conta com a participação de Milton Nascimento e a "Dara" com a participação da cantora beninense Angelique Kidjo. A outra canção lançada, "Santa Helena", atingiu a posição número vinte e seis, a pior da carreira de Daniela até então. O álbum inovou por fundir os tambores do samba-reggae, sempre presentes na musica de Daniela, com a música eletrónica (rap, funk lounge e house). O disco foi elogiado pela critica e a tournée foi a mais bem sucedida da cantora até então, chegando a receber uma elogiosa crítica do The New York Times aquando da sua passagem por Nova Iorque. No dia 12 de Janeiro de 2001, apresentou-se na noite de abertura do Rock in Rio III, para um público de 160 mil pessoas, com a sua tournée "Sol da Liberdade".

No ano seguinte, Daniela confirmou que permaneceria na linha de fusão com a música eletrócnica ao lançar "Sou de Qualquer Lugar". O álbum vendeu apenas metade do que o anterior, mas produziu o single que chegou ao primeiro lugar das paradas, "Mutante", escrito por Rita Lee e Roberto de Carvalho. As outras duas canções lançadas, "Beat Lamento" e "Estrelas", um dueto com Toni Garrido, atingiram posições bem inferiores na parada brasileira para os padrões de Daniela: números quinze e vinte, respectivamente. O álbum foi recebido com críticas negativas por parte da imprensa. Por romper com os estigmas e mergulhar em projectos tão díspares quanto instigantes, Daniela, certa vez, declarou: "Se invisto sempre no samba-reggae, dizem que sou repetitiva, "axezeira". Se parto para a MPB como fiz no Clássica, me acusam de prepotente. Se flirto com a eletrónica, me lançam pedras, afirmando que estou perdida. Eu sou uma cantora de música popular brasileira e tenho o direito de experimentar. Não sou acomodada. Tenho atitude e sei o que quero."

No mesmo ano, a cantora foi convidada para representar o Brasil na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, onde cantou com Paul McCartney a canção "Let It Be". Em Abril de 2003, a cantora lançou o segundo álbum ao vivo, "MTV Ao Vivo - Electrodoméstico". O álbum foi gravado em 23 e 24 de Janeiro daquele ano na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. A performance do show foi lançada em DVD, o primeiro de Daniela, com as participações de Carlinhos Brown, Olodum, Ilê Aiyê. As vendas foram inferiores às dos álbuns anteriores, porém duas das três canções lançadas experimentaram um sucesso moderado; "Meu Plano", de Lenine, e "Dona da Banca", que atingiram as posições número onze e dezassete na parada brasileira, respectivamente.

Em 2004, Daniela lançou "Carnaval Eletrônico", o último através da BMG, que se fundiria à Sony em Agosto do mesmo ano. Para a gravação deste álbum, Daniela convidou influentes DJs e produtores de música eletrónica, além de Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Lenine. O lançamento do álbum coincidiu com a comemoração dos cinco anos da formação do Trio Techno. O disco vendeu cento e noventa mil cópias e produziu um single que chegou no 1° lugar das paradas, "Maimbê Dandá" (o último da cantora no país), canção ganhadora do troféu Dodô e Osmar. A outra canção lançada deste álbum, "Vou Batê Pra Tu", atingiu a posição de número 76° na parada do Brasil, tornando-se a canção de pior desempenho na parada. Ainda neste ano, participou das gravações do DVD MTV ao Vivo, de Ivete Sangalo, interpretando com ela um dueto na canção "Pan-americana". Também esteve presente nas gravações do DVD comemorativo dos 25 anos da Banda Eva, interpretando com Saulo Fernandes a canção "Anjo". No dia 5 de Junho de 2004, apresentou-se na penúltima noite do Rock in Rio Lisboa, com a sua tournée "Carnaval Eletrónico".


2005–07: "Clássica" e "Balé Mulato"

Em 2005, Daniela lançou o seu terceiro álbum ao vivo, "Clássica". Gravado em 2004, em São Paulo, a apresentação do álbum foi lançada em CD e DVD através da Som Livre. No álbum, interpreta canções de bossa nova, jazz e música popular brasileira. O álbum foi recebido com críticas positivas e negativas, sendo o de menor vendagem em toda a carreira da cantora. No mesmo ano, Daniela troca de gravadora e lançou o seu oitavo álbum de estúdio, "Balé Mulato", através da EMI. O álbum foi muito bem recebido pelos críticos, que chegaram a compará-lo com "Feijão com Arroz". Foi incluída, no álbum, a canção "Olha o Gandhi Aí", vencedora do Troféu Band Folia, como melhor música. No ano seguinte, "Levada Brasileira", outra canção do mesmo álbum, conseguiu repetir o feito. Ainda em 2005, Daniela, católica devota, foi desconvidada de um concerto de Natal no Vaticano devido à sua posição favorável ao uso de preservativos como forma de prevenção da SIDA. No entanto, de acordo com uma matéria publicada no site do Centro de Imprensa Independente, a cantora foi desconvidada do evento porque se iria pronunciar a favor do uso de preservativos para o público durante a performance no evento.

Em 2006, a cantora lançou, também através da EMI, o DVD "Baile Barroco", gravado ao vivo no carnaval de Salvador do ano anterior. Este DVD conta com as participações especiais de Gilberto Gil, Luiz Caldas e Ricardo Castro, numa inovadora performance em que a cantora substitui a banda pelo pianista de música clássica. A proposta causou certa polémica Brasil afora. Os defensores das tradições do carnaval baiano acusaram-na de querer "elegantizar" o popular. Em 17 de Setembro deste mesmo ano, gravou "Balé Mulato - Ao Vivo no Farol da Barra", em Salvador. A performance do show foi lançada nos formatos de DVD e CD. O show contou com as participações especiais da Banda Didá e das cantoras Gil e Mariene de Castro. Coube ao cineasta pernambucano Lírio Ferreira, a direção de imagens do DVD. "Balé Mulato - Ao Vivo" venceu o Grammy Latino de melhor álbum brasileiro de música regional ou de raízes, o primeiro de Daniela após quatro nomeações frustradas.

Em 2007, Daniela foi escolhida para participar num álbum de tributo ao maestro italiano Ennio Morricone. Também gravou, com Zé Ramalho, o dueto "Procurando a Estrela", que fez parte da trilha sonora da novela Caminhos do Coração da Rede Record, e foi convidada para cantar "Cidade Maravilhosa" e "Aquarela do Brasil" no final da cerimonia de abertura dos XV Jogos Pan-Americanos e dos III Jogos Parapan-Americanos, ambos realizados no Rio de Janeiro. No mesmo ano, participou das gravações do DVD "Cidade do Samba", onde interpretou, com João Bosco, a canção "De Frente Para o Crime". Daniela também esteve presente nas gravações do DVD "Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia". No primeiro semestre do ano seguinte, fez participações nos DVDs "Ao Vivo em Copacabana" de Claudia Leitte - onde cantou com ela "Cidade Elétrica", música de trabalho de Claudia e "Cheiro Acústico" da Banda Cheiro de Amor, onde chamou a atenção da imprensa pela performance sensual de "Uma Noite e Meia", sucesso de Marina Lima, ao lado da vocalista da banda Alinne Rosa (a apresentação terminou com um selinho entre as duas cantoras). A Sony BMG relançou, em formato de box, o álbum "O Canto da Cidade" e o especial exibido pela Rede Globo em Dezembro de 1992.


2009–2013: "Canibália" e "Cabeça de Todos Nós"

A 19 de Novembro de 2007, a cantora lançou "Preta", que conta com a participação especial de Seu Jorge. A canção, que é fortemente influenciada pelo samba, foi uma das mais tocadas no Brasil durante o Carnaval. Para o Carnaval de 2009, Daniela gravou a canção "Oyá Por Nós", que escreveu com Alfredo Moura e Margareth Menezes. O tema, baseado na canção "Keto de Yansã", foi primeiramente usada por Moura na cerimónia de doutoramento honoris-causa de Gilberto Gil na Universidade de Aveiro, em Portugal. Depois disso, Moura usou o tema numa peça em Viena (Áustria), na Faculdade de Ciências Musicais. Um ano depois, mostrou o tema para Daniela, que não o conhecia e quis, imediatamente, grava-lo para o lançar no Carnaval. Ainda em 2009, a revista Rolling Stone Brasil nomeou Daniela como uma das 100 maiores artistas da música brasileira de todos os tempos. Dos nomes escolhidos pelo júri especializado, apenas 16 eram mulheres. Para finalizar 2009, Daniela lançou o seu novo álbum intitulado "Canibália", em Novembro. O álbum marca a sua volta ao estúdio depois de cinco anos. Preparado lentamente há quase três anos, "Canibália" chegou às lojas com cinco capas - projecto de Gringo Cardia - e cinco diferentes sequências musicais.

"Canibália", segundo a cantora, é um extenso projecto que combina música, dança, vídeo e artes plásticas - várias expressões de arte contempladas por ela. Em 2009, a sua tournée baptizada pelo título do novo álbum começou por São Paulo, três meses depois de a própria artista ter cancelado a estreia marcada para 17 de Abril de 2009. O motivo defendido foi a prorrogação do lançamento do CD, ocorrido no final do ano. "Canibália" já viajou por várias cidades brasileiras e também no exterior. A obra homenageia Carmen Miranda, no seu centenário, com músicas como "Tico-Tico no Fubá" e "O que é que a Baiana Tem?". Para o Carnaval de 2010, Daniela gravou "Andarilho Encantado", música lançada oficialmente no projecto especial da cantora Pôr do Som, show que a artista comanda há anos sempre no primeiro dia do ano no Farol da Barra, em Salvador. A letra é de sua autoria em parceria com Marcelo Quintanilha. Também em 2010, ano em que o trio eléctrico completa 60 anos ao axé music 25, a cantora chega aos 20 anos de carreira solo - com significativa vendagem de discos. Para comemorar a data, a imprensa aventou a possibilidade de Daniela rodar um filme documentário sobre essa invenção do carnaval baiano, o axé music, com destaque para os percussionistas.

Já em 2012, a cantora baiana havia despertado a atenção da escritora e feminista norte-americana Camille Paglia, a qual declarou, ao jornal inglês The Independent, que tinha uma "queda" pela estrela baiana. Paglia declarou, a uma emissora de televisão canadiana, que está "apaixonada por uma super estrela brasileira. Estou acompanhando o seu trabalho. Ela é Daniela Mercury. Na verdade, isso tem sido bem importante. Esse é o ponto em que estou na minha vida". Em entrevista à revista brasileira Veja, a intelectual revelou que pretende escrever dois livros sobre a cantora baiana. Em Fevereiro de 2013, a cantora foi convidada para uma entrevista ao programa Leading Women, da CNN Internacional, e foi anunciada pela emissora como a "Madonna brasileira". A atracção destaca as mulheres mais influentes do mundo nas suas áreas de actuação.

No final de 2013, lança o álbum "Daniela Mercury & Cabeça de Nós Todos", em parceria com o grupo Cabeça de Nós Todos, contando com canções como "Couchê", "Alma Feminina", "Paula e Bebeto", "Aquele Abraço" e "Cheia de Graça" são algumas das faixas que estão sendo apresentadas neste trabalho da artista. É um álbum urbano, de pop-rock, que não dispensa a assinatura rítmica de Daniela. Lançou, ainda, em parceria com a esposa Malu Verçosa o livro "Daniela e Malu, Uma História de Amor", que conta a história do relacionamento das duas desde o momento da amizade até ao casamento.


2014–presente: Televisão, Vinil Virtual e O Axé, a Voz e o Violão

Em 2014, foi mentora no The Voice Kids (versão do The Voice tradicional para crianças) de Portugal por ser muito conhecida em terras portuguesas. No mesmo ano, lançou o single "A Rainha do Axé (Rainha Má)", um ijexá eletrónico que fala da força da mulher, de amor e fé que foi cantada pelos foliões durante o carnaval de Salvador de 2015. Em Novembro de 2015, Daniela lançou o álbum "Vinil Virtual", com 15 faixas, sendo 10 feitas apenas por Daniela e as outras 5 em parceria com outros compositores, em produção por Daniela e Yacoce Simões. Há duas escritas com Marcelo Quintanilha, duas com o seu filho Gabriel Póvoas e uma com Simões. "Os compositores que mandaram canções para mim não traduziram o que eu queria dizer nesse momento". Daniela musicou dois poemas escritos para a sua esposa, "Maria Casaria" e "Sem Argumento".

Ainda em Novembro do mesmo ano, a artista gravou o seu sexto DVD da carreira. "O Axé, a Voz e o Violão", foi gravado no palco do Teatro Castro Alves, em Salvador. Mais de 4 décadas se passaram desde que a artista pisou pela primeira vez no palco sagrado do TCA. A obra é uma coprodução da editora e produtora de Daniela, a "Páginas do Mar", e o Canal Brasil, e foi lançada em Outubro de 2016. Daniela toca músicas apenas com voz e violão, indo desde sucessos de seu repertório a uma versão de "Como Nossos Pais". Com o toque do violão de Alexandre Vargas, Daniela trouxe para o formato acústico sucessos da MPB e do axé music. O registo do show foi viabilizado através de parceria da empresa da artista, Páginas do Mar, com o Canal Brasil. A capa foi criada pelo Estúdio Roda sobre foto de Célia Santos.


Filantropia

Atenta à realidade social brasileira e com grande desejo de contribuir para a preservação das nossas matrizes culturais, Daniela criou, em 2008, o seu Instituto Sol da Liberdade. Hoje, o ISL realiza, em parceria com o UNICEF e a ESPN Brasil, o projecto Caravana da Música. A Caravana da Música é um projecto itinerante que percorre o Brasil desde 2007, visitando uma cidade a cada mês. As cidades a ser visitadas são indicadas pelo UNICEF, de acordo ao IDH (índice de desenvolvimento humano) e ao IDI (índice de desenvolvimento da infância). Em cada uma das cidades visitadas, a Caravana da Música ergue uma grande infraestrutura onde oferece a 3000 crianças uma vivência inédita com a dança, a música, o teatro, a construção de instrumentos, a arte circense e outras diversas experiências artísticas. Além de atender às crianças, a Caravana da Música oferece também formação em Arte Educacional para 250 professores da rede pública de cada um dos municípios visitados. A Caravana da Música já atendeu directamente mais de 50 mil crianças e 30 mil professores. Considerando que cada professor da rede pública formado pela Caravana se transforma num multiplicador da Arte Educacional, a estimativa é que a Caravana da Música já tenha atingido, indirectamente, mais de meio milhão de brasileirinhos. Toda a acção da Caravana da Música pelo interior do país é registada pela equipa da ESPN Brasil que, mensalmente, exibe um documentário sobre a actuação do projecto. O documentário é exibido no Brasil e em mais 157 países.

Além de presidir ao Instituto Sol da Liberdade, Daniela é ainda embaixadora nacional da boa vontade do UNICEF, título que recebeu em 1995, quando se tornou a segunda personalidade brasileira a receber tal honra. Também já participou em vários shows beneficientes em prol das crianças, dentre eles o Criança Esperança da UNICEF/Rede Globo e o Teleton da AACD/SBT. Parte dos direitos do álbum "Eléctrica" de 1998 foram doados à UNICEF. É também embaixadora do Instituto Ayrton Senna. Daniela também já participou de outros projectos beneficentes, não ligados directamente às crianças. A 7 de Outubro de 2003, participou do show Solidariedade Brasil-Noruega em prol do Fome Zero no Teatro Nacional, em Brasília. É ligada também à ONG América Latina em Acção Solidária (ALAS), tendo participado em Setembro de 2007 de uma campanha publicitária promovendo ajuda aos desabrigados pelo terremoto no Peru. Em 2013, foi convidada para participar da campanha mundial da ONU, Free & Equal (Livres e Iguais), juntamente com Ricky Martin e outros artistas internacionais.


Vida pessoal

Em 1984, aos dezanove anos de idade, casou-se com o engenheiro electrónico Zalther Portela Laborda Póvoas. Um ano mais tarde, a 3 de Setembro de 1985, deu à luz Gabriel Póvoas, o primeiro filho. No ano seguinte, nasceu Giovana. Em 1996, Mercury e Póvoas separaram-se. Em 1996, foi apontada pela imprensa rosa como a pivô da separação de Chico Buarque e Marieta Severo. Em entrevista à revista IstoÉ, Daniela declarou que "foi uma leviandade o que fizeram, uma irresponsabilidade que causou um grande tumulto na minha vida e na vida dos dois. Foi desagradável demais. Foi uma inconsequência que não fez bem para ninguém". Em 2007, a coluna "Retratos da Vida", do jornal carioca Extra, divulgou que Daniela Mercury estaria namorando uma arquitecta residente na cidade de Nova Iorque.

Daniela foi casada durante três anos com o publicitário italiano Marco Scabia, de quem se separou no final de 2012. Em 3 de Abril de 2013, Daniela postou uma foto no site de redes sociais Instagram com a sua esposa actual, a jornalista Malu Verçosa. A cantora declarou publicamente o seu relacionamento homo afetivo com a frase: "Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração para cantar".


Discografia







Daniela Mercury

Ilê Pérola Negra

  

O canto do negro veio lá do alto
É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus
E no repique, no batuque, no choque do aço
Eu quero penetrar no laço afro que é meu, e seu
Vem cantar meu povo, vem cantar você
Bate os pés no chão moçada
E diz que é do Ilê Aiyê

Lá vem a negrada que faz o astral da avenida
Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar (bis)

Tú és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza
Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra (bis)

Êêê, pérola negra
Pérola negra Ilê Aiyê
Minha pérola negra

Êêê, pérola negra
Pérola negra Ilê Aiyê
Minha pérola negra

Lá vem a negrada que faz o astral da avenida
Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar

Lá vem a negrada que faz o astral da avenida
Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar

Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza
Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra

Com sutileza cantando e encantando a nação
Batendo bem forte cada coração
Fazendo subir a minha adrenalina

Como dizia Buziga
É de mim
Em me pé nagô de Ilê
É de mim
Em me pé nagô de Ilê Aiyê

Êêê, pérola negra
Pérola negra Ilê Aiyê
Minha pérola negra
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza
Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Êêê, pérola negra
Pérola negra Ilê Aiyê
Minha pérola negra
Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza
Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra
Como dizia Buziga
É de mim
Em me pé nagô de ilê
É de mim
Em me pé nagô de Ilê Aiyê

Êêê, pérola negra
Pérola negra Ilê Aiyê
Minha pérola negra

Êêê, pérola negra
Pérola negra Ilê Aiyê
Minha pérola negra






segunda-feira, 15 de maio de 2017

Gilbert Becaud - L'Important C'est la Rose







Gilbert Bécaud - nascido em Toulon, a 24 de Outubro de 1927, e falecido em Paris, a 18 de Dezembro de 2001, com 74 anos - foi um cantor, compositor e actor francês, conhecido como "Monsieur 100 000 Volts" pelos seus espectáculos cheios de energia.


Biografia

Os seus maiores sucessos foram provavelmente "Nathalie" e "Et maintenant", mais tarde traduzida para inglês com o título "What Now My Love".

Em 2001, faleceu de cancro pulmonar, a bordo do seu barco-casa no Rio Sena. Foi enterrado na 45ª divisão do cemitério do Père Lachaise. Em 2003, a comediante Sophie Daumier foi enterrada na tumba vizinha.


Discografia

Álbuns

Álbuns de Estúdio

1953 : Gilbert Bécaud et ses chansons
1954 : Young Man of Paris in Moods of Love (recorded in New York)
1955 : Récital N° 1 – Mes grands succès
1956 : Alors raconte
1958 : Salut les copains
1959 : Pilou... Pilou... hé
1961 : Tête de bois
1962 : Le Bateau blanc
1964 : Le Pianiste de Varsovie
1969 : L'Un d'entre eux inventa la mort
1972 : Gilbert raconte et Bécaud chante
1974 : Hier et aujourd'hui
1975 : Je t'aime mon frère
1976 : L'Amour c'est l'affaire des gens
1978 : C'est en septembre
1980 : Moi, je veux chanter
1981 : Bonjour la vie
1984 : On attend, on attend
1987 : Le Retour
1989 : Fais-moi signe
1993 : Une vie comme un roman
1996 : Ensemble
1999 : Faut faire avec
2002 : Je partirai
2005 : Suite (with DVD)


Álbuns ao Vivo

1955–2002: 15 different albums all live at Olympia


Raridades Extras

1957 : À l'Olympia – no 2
1971 : Récital du festival de l'Orphée d'or 71 (Bulgarian release, with 4 more tracks by Jennifer)
1978 : Au Québec – Récital en direct du Grand Théâtre de Québec
2013 : Concerts inédits 1956–1958


Óperas, Comédias Musicais e Composições

1960 : L'Enfant à l’Étoile (cantate de Noël) (with Orchestre Philharmonique, and choir of ORTF)
1962 : L'Opéra d'Aran – (2-act opera, music by Bécaud. But he didn't sing on the tracks)
1965 : Concerto pour piano
1972 : La Répétition
1976 : Heureux comme un poisson dans l'eau (publicité)
1986 : Roza (musical)
1992 : Aran Opéra (double CD on RCA/BMG, recorded live in 1966, sung by Bécaud)


Bandas Sonoras

1971 : La Maison sous les arbres (instrumental)
2007 : Roman de gare


Compilações

1959 : Croquemitoufle (compilation 1953–1958)
1988 : Bécaulogie (9 CD collection)
1997 : Bécolympia (2 CDs, 38 tracks live, 1955–1983)
2003: Bécolympia (re-released with different order of track list and 1 more bonus)
2002 : 50 Ans en Chansons (Long box 3 CDs, many unreleased materials)
2004 : 100 Chansons d'or (4 CDs, with 6 unreleased tracks)
2009 : Best of (3 CDs, 49 tracks)
2011 : Best of Eternel (2 CDs, 46 tracks remastered)
2011 : Anthologie Gilbert Becaud 1953–1959 (edited by Frémeaux & Associés – 2 CDs, 36 tracks chosen by André Bernard)
2011 : Essentiel (12 CD box, 9 studio albums remastered, plus best singles + 2 CDs live (Best Of Olympia 1955–1983) + 1 CD of bonus tracks + 64-page booklet of text and rare photos)
2012 : Best of 3 CD (live at l'Olympia + the album Une vie comme un roman + parts from album Ensemble and Fais-moi signe + 3 bonus tracks in German, Sony Music release)
2012 : 100 Chansons (4 CDs, with 8 unreleased tracks from a concert at L’Olympia in 1960)


Singles

Canções Emblemáticas e Composições

1950s
Mes mains
Les Croix
Mé qué mé qué
Je t'appartiens
Les Marchés de Provence
Le Jour où la pluie viendra
La Ballade des baladins
Salut les copains

1960s
Et maintenant
(Âge tendre et) Tête de bois
Dimanche à Orly
Quand Jules est au violon
Nathalie
L'Orange
Quand il est mort le poète
L'Important c'est la rose
Je reviens te chercher

1970s
C'est en septembre
La Solitude ça n'existe pas
L'Indifférence
Un peu d'amour et d'amitié

1980s
Désirée
L'Amour est mort
Faut faire avec


Versões Internacionais e Locais


1955: "Je t'appartiens" / "Let It Be Me" (Pierre Delanoë – Gilbert Bécaud)
1957: "Le Jour où la pluie viendra" / "The Day the Rains Came" (Pierre Delanoë – Gilbert Bécaud)
1961: "Et maintenant" / "What Now My Love" (Pierre Delanoë – Gilbert Bécaud – Elvis Presley)
1966: "Seul sur son étoile" / "It Must Be Him" (Maurice Vidalin – Gilbert Bécaud)
1966: "Plein soleil" / "Sand and Sea" (Maurice Vidalin – Gibert Bécaud)
1972: "Un peu d'amour et d'amitié" / "A Little Love and Understanding" (Louis Amade – Gilbert Bécaud)
1979: "C'est en septembre" / "September Morn" (Neil Diamond – Gilbert Bécaud)

A sua canção "Je t'appartiens" tornou-se uma imagem de marca pelo mundo fora: "Let It Be Me" (nos EUA). Ficou também famoso por "Am Tag als der Regen kam" na Alemanha, por "A Little Love and Understanding" em Inglaterra.

Bécaud colaborou com Neil Diamond co-escrevendo "Love on the Rocks" e "September Morn".

As suas canções têm sido adaptadas e cantadas por importantes nomes da música internacional como have Elvis Presley, Bob Dylan, Nina Simone, George Harrison, Marlene Dietrich, Julio Iglesias, Bing Crosby, Frank Sinatra, James Brown e muitos outros. Em França, as suas canções foram interpretadas por grandes estrelas da canção francesa como Édith Piaf, Johnny Hallyday, Dalida, Patricia Kaas, entre muitos outros.

Filmografia
1953: Boum sur Paris as Himself
1956: The Country I Come m as Eric Perceval / Julien Barrère
1957: Casino de Paris as Jacques Merval
1959: Croquemitoufle as Bernard Villiers
1960: In 80 Takten um die Welt (TV film)
1962: Girl on the Road as an Air France pilot
1973: Un homme libre as Henri Lefèvre
1995: Navarro as Sarkis (French TV series)



Nota: o presente post recolheu informação da Wikipedia, do Youtube e de letras.mus.br








Gilbert Becaud

L'important c'est la rose



Toi qui marches dans le vent,
Seul dans la trop grande ville,
Avec le cafard tranquille, 
Du passant
Toi qu'elle a laissé tomber
Pour courir vers d'autres lunes,
Pour courir d'autres fortunes,
L'important…

Refrain :
L'important,
c'est la rose,
l'important,
c'est la rose,
l'important,
c'est la rose,
crois-moi…

Toi qui cherches quelque argent
Pour te boucler la semaine,
Dans la ville, tu promènes
Ton ballant,
Cascadeur, soleil couchant,
Tu passes devant les banques,
Si tu n'es qu'un saltimbanque,
L'important…

Refrain

Toi, petit, que tes parents
Ont laissé seul sur la terre
Petit oiseau sans lumière
Sans printemps
Dans ta veste de drap blanc
Il fait froid comme en Bohème
T'as le coeur comme en careme
Et pourtant…

Refrain

Toi pour qui, donnant donnant,
J'ai chanté ces quelques lignes,
Comme pour te faire un signe
En passant
Dis à ton tour maintenant
Que la vie n'a d'importance
Que pour une fleur qui danse
Sur le temps…

Refrain (2x)





domingo, 14 de maio de 2017

Gianni Morandi - Non Son Degno Di Te







Gianni Morandi - nasscido em Monghidoro (Emilia-Romagna), a 11 de Dezembro de 1944 - é um cantor pop italiano.

Nascido Gian Luigi Morandi, tornou-se uma das mais conhecidas personalidades do show-business italiano das últimas quatro décadas.

Fez a sua estreia em 1962 e, rapidamente, se tornou famoso, tendo ganho diversos festivais musicais em Itália, incluindo o Festival Canzonissima em 1969. Em 1970, representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção 1970 , interpretando o tema "Occhi Di Ragazza" (Olhos de rapariga) . A sua carreira entrou em declínio em meados dos anos 70, mas voltou em força nos anos 80. Gianni Morandi venceu o Festival de São Remo em 1987, clasificou-se em segundo em 1995 e terceiro em 2000.

Estima-se que Morandi tenha vendido mais de 30 milhões de LPs e CDs. Escreveu vários livros autobiográficos e surgiu em dezoito filmes. Na televisão, surgiu em 1984 na série televisiva "Voglia di volare".

Discografia

Álbuns

1963: Gianni Morandi (RCA Italiana, PML 10351)
1964: Ritratto di Gianni (RCA Italiana, PML 10372)
1966: Gianni 3 (RCA Italiana, APML 10412)
1967: Per amore, per magia (RCA Italiana)
1967: Gianni 4 (RCA Italiana, APML 10428)
1968: Gianni 5 (RCA Italiana, PSL 10432)
1969: Gianni 6 (RCA Italiana, PSL 10452)
1970: Gianni 7 (RCA Italiana)
1971: Un mondo di donne (RCA Italiana)
1972: Il mondo cambierà (RCA Italiana)
1973: Jacopone (RCA Italiana)
1975: Il mondo di frutta candita (RCA Italiana)
1976: Per poter vivere (RCA Italiana)
1977: Old Parade (RCA Italiana)
1978: Gianni Morandi (RCA Italiana)
1979: Abbracciamoci (RCA Italiana)
Cantare (1980)
Morandi (1982)
La mia nemica amatissima (1983)
I grandi successi - Grazie perché (1984)
Immagine italiana (1984)
Uno su mille (1985)
Morandi in teatro (1986)
Le italiane sono belle (1987)
Amici miei (1987)
Dalla-Morandi (1988)
Varietà (1989)
Morandi, Morandi (1992)
Morandi 2 (1995)
Celeste, azzurro e blu (1997)
30 volte Morandi (1998) Con due inediti
Come fa bene l'amore (2000)
L'amore ci cambia la vita (2002)
A chi si ama veramente (2004)
Il tempo migliore (2006)
Grazie a tutti (2007)
Ancora Grazie a tutti (2008)


Singles

Andavo a 100 all'ora/Loredana (1962)
Go-Kart Twist/Donna da morire (1962)
Fatti mandare dalla mamma a prendere il latte/Meglio il Madison (1962)
Twist dei vigili/Corri corri (1962)
Ho chiuse le finestre/Sono contento.... (1963)
Il primo whisky/Che me ne faccio del latino (1963)
Il ragazzo del muro della morte/La mia ragazza (1963)
In ginocchio da te/Se puoi uscire da sola una domenica con me (1964)
Non son degno di te/Per una notte no (1964)
Se non avessi più te/I ragazzi dello shake (1965)
Paixão Estranha (1965)
I Can't Forget You (1965)
Si fa sera/E' colpa mia (1965)
Mi vedrai tornare/La fisarmonica (1966)
Notte di ferragosto/Povera piccola (1966)
C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones/Se perdo anche te (1966)
Un mondo d'amore/Questa vita cambierà (1966)
Dammi la mano per ricominciare/Mille e una notte (1967)
Tenerezza/Israel (1967)
Mezzanotte fra poco/Una domenica così (1967)
Marianna del Grand Hotel/Prendi prendi (1967)
Una chimera/Una sola verità (1968)
Noi siamo le pantere/Ciao Pavia (1968)
Il giocattolo/La mia ragazza sa (1968)
Tu che m'hai preso il cuor/Prendi prendi (1968)
Scende la pioggia/Il cigno bianco (1968)
Parlami d'amore/Torna e ritorno (1969)
Ma chi se ne importa/Isabelle (1969)
Belinda/Non voglio innamorarmi più (1969)
Occhi di ragazza/T'amo con tutto il cuore (1970)
Al bar si muore/Delirio (1970)
Capriccio/Chissà però (1970)
Ho visto un film/Com'è grande l'universo (1971)
Buonanotte Elisa/A quel concerto di Chopin (1971)
Vado a lavorare/Una ragazza di nome Mariarosa (1972)
Principessa/Sta arrivando Farncesca (1972)
Parla più piano/Rosabella (1972)
Il mondo cambierà/L'ospite (1972)
Vidi che un cavallo/Prendi me (1973)
Come ogni sera/Bambolina fatta a pezzi (1974)
Il mondo di frutta candita/La caccia al bisonte (1975)
E' già mattina/Giorni migliori (1976)
Sei forte papà/Sei già qui (1976)
La Befana trullallà/In cambio che mi dai (1978)
Abbracciamoci/Come l'aria (1979)
Mariù/Non mi dire no (1980)
Canzoni stonate/Immaginando (1981)
Marinaio/Solo all'ultimo piano (1981)
Fumo negli occhi/Canzoni stonate (1982)
La mia nemica amatissima/Tu o non tu (1983)
Nel silenzio splende/Mi manchi (1983)
Grazie perché/Magari (1983)
Uno su mille/1950 (1985)
Si può dare di più/La canzone della verità (1987)
Dimmi dimmi/Pomeriggio in ufficio (1988)
Varietà/Occhi chiusi (1989)
Bella signora/Un pugno in faccia (1989)
Animale/Ti comunico amore/Animale (mix)/Animale (radio v.)/ Bella signora (live) (1990)
Banane e lampone (v. pop)/Banane e lampone (radio v.)/Banane e lampone (Max Matrix dance remix)/Banane e la lampone (Club club remix)/Banane e lampone (v. karaoke) (1992)
Angelita/Che cos'è/Domani (1996)
Non ti dimenticherò (radio v.)/Canzone libera/Volevo farti innamorare/Non ti dimenticherò (album v.) (2000)
L'amore ci cambia la vita/L'amore ci cambia la vita (v. strumentale) (2002)
Uno di noi (radio v.)/Uno di noi (extended v.) (2002)
Il mio amico (2003)
Solo chi ama veramente/'Questo grande pasticcio (2004)
Al primo sguardo (2005)
Corre più di noi (2005)
Stringimi le mani (2007)
Un altro mondo (2008)



Nota: o presente post recolheu informação da Wikipedia, do Youtube e de letras.mus.br







Gianni Morandi

Non Son Degno Di Te


  

Non son degno di te

Non ti merito più
Ma
Al mondo non esiste nessuno
Che non ha sbagliato una volta

E va bene così
Me ne vado da te
Ma
Quando la sera tu resterai sola
Ricorda qualcuno che amava te
Sui monti de pietra può nascere un fiore
In me questa sera è nato l`amore per te

E va bene così
Me ne vado da te
Ma
Al mondo no non esiste nessuno
Che non ha sbagliato una volta
Amor!

Non son degno di te
Non ti merito più
Ma quando la sera tu resterai sola
Ricorda qualcuno che amava te
Amore amor
Amore amor





sábado, 13 de maio de 2017

Georges Moustaki - Chanson pour Elle






Georges Moustaki - nascido em Alexandria, a 3 de Maio de 1934, e falecido em Nice, a 23 de Maio de 2013 - nascido Giuseppe Mustacchi, foi um importante e conhecido compositor e cantor francês, de origens greco-italianas.

Nascido no Egipto, de pais judeus gregos originários de Corfu, cresceu num ambiente multicultural (judeu, grego, italiano, árabe, francês) e cedo se apaixonou pela literatura e pela canção francesas - particularmente por Édith Piaf.

Muda-se para Paris em 1951, onde trabalhou como jornalista e depois barman num piano-bar, o que o leva a conhecer personalidades do mundo musical da época, como Georges Brassens, que terá grande influência sobre a sua carreira e de quem adopta o (primeiro) nome.

Em 1958, conheceu Édith Piaf. Para ela escreverá uma das suas canções mais conhecidas - "Milord" - e com ela viverá um rápido e intenso romance.

Em 1974, gravou a canção "Portugal", versão do "Fado Tropical" de Chico Buarque, dedicada à Revolução dos Cravos.


Discografia

Albúns de estúdio (LPs e CDs)

1961 : GEORGES MOUSTAKI (Ducretet-Thomson) 33T 25 cm

1969 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1969 : PRELUDE (Ducretet-Thomson) 33T 30 cm

1971 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1972 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1973 : DECLARATION (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1974 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1975 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1976 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1977 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1979 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1979 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1981 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1982 : MOUSTAKI & FLAIRCK (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1984 : GEORGES MOUSTAKI (Polydor-Philips) 33T 30 cm et CD

1986 : GEORGES MOUSTAKI (BLUE SILVER) CD

1992 : MEDITERRANEEN (PAILLE MUSIQUE-POLYGRAM distribution) CD

1996 : TOUT RESTE A DIRE (TRISTAR MUSIC-SONY MUSIC) CD

2003 : GEORGES MOUSTAKI (VIRGIN MUSIC-EMI MUSIC France) CD COPY CONTROLLED

2005 : VAGABOND (VIRGIN MUSIC-EMI MUSIC France) CD COPY CONTROLLED

2008 : SOLITAIRE (EMI MUSIC France) CD


Albúns de concertos

1970 : BOBINO 70 (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1973 : CONCERT (Polydor-Philips) 33T 30 cm

1975 : MOUSTAKI LIVE (Polydor-Philips) 2x33T 30 cm

1978 : MOUSTAKI - OLYMPIA 1977 - (Polydor-Philips) 2x33T 30 cm

1988 : MOUSTAKI AU DEJAZET (EPM) CD

2000 : MOUSTAKI - OLYMPIA 2000 - (Polydor) 2xCD


Singles (45 rpm)

1960 : EDDIE SALEM, SON ORCHESTRE et SES CHANTEURS ARABES (Ducretet-Thomson)

1960 : EDDIE SALEM, SON ORCHESTRE et SES CHANTEURS GRECS (Ducretet-Thomson)

1960 : Les MUSICIENS (Ducretet-Thomson)

1961 : DE SHANGAI A BANGKOK (Ducretet-Thomson)

1962 : MON ÎLE DE FRANCE (Ducretet-Thomson)

1962 : Les AMOURS FINISSENT UN JOUR (Ducretet-Thomson)

1963 : SEUL AVEC MON REFLET (COLUMBIA RECORDS JAPAN)

1963 : DANS MON HAMAC (Ducretet-Thomson)

1964 : RECHERCHE ! (Ducretet-Thomson)

1966 : DIRE QU'IL FAUDRA MOURIR UN JOUR (Ducretet-Thomson)

1970 : MOUSTAKI & THEODORAKIS : CHANSONS POUR ANDREAS (Polydor-Philips)

1972 : IL N'Y A PLUS d'AMANDES (Polydor-Philips)

1972 : MENDIANTS et ORGUEILLEUX (Polydor-Philips)

1977 : BAHIA (Polydor-Philips)


Compilações 

2002 : TOUT MOUSTAKI OU PRESQUE ... (Polydor) 10xCD

1997 : Les ENFANTS du PIREE, intégrale Ducretet-Thomson volume 1 (EMI) CD

1997 : De SHANGAÏ à BANGKOK, intégrale Ducretet-Thomson volume 2 (EMI) CD

1997 : DANS MON HAMAC, intégrale Ducretet-Thomson volume 3 (EMI) CD

1989 : BALLADES EN BALADE (POLYGRAM distribution) 4xCD (coffret ou séparé)

2014 : INTEGRALE des ALBUMS STUDIO 1969-1984 (Polydor-UNIVERSAL MUSIC) 13xCD


Bandas Sonoras Originais de Filmes e Séries

Filmes
1963 : Le ROI du VILLAGE (COLUMBIA) 45T
1963 : JUSQU'AU BOUT du MONDE (COLUMBIA) 45T
1968 : Le TEMPS de VIVRE (Polydor Philips) 45T
1969 : L'AMERICAIN (UNITED ARTISTS) 45T
1970 : Le PISTONNE (Barclay) 45T
1970 : SOLO (Polydor-Philips) 45T
1972 : Le TREFLE A 5 FEUILLES (Polydor-Philips) 45T
1979 : AU BOUT DU BOUT DU BANC (FESTIVAL) 45T

Séries de Televisão
1966 : CECILIA MEDECIN de CAMPAGNE (Ducretet-Thomson) 45T


Nota: o presente post recolheu informação da Wikipedia, do Youtube e de letras.mus.br






Georges Moustaki

Chanson pour Elle
  


Elle ne fait pas l'amour
Elle aime
Elle ne marche pas
Elle danse
Elle ne parle pas
Elle chante
Elle ne fait pas l'amour
Elle aime

La la la la la...

Elle ne fait pas l'amour
Elle aime
Elle ne se prête pas
Elle s'offre
Elle ne pleure pas
Elle souffre
Elle ne fait pas l'amour
Elle aime

La la la la la...

Elle ne fait pas l'amour
Elle aime
Elle ne rêve pas
Elle plane
Elle ne fait pas semblant de vivre
Elle ne demande pas
Elle prend

La la la la la...






sexta-feira, 12 de maio de 2017

George Gershwin - Rhapsody in Blue (Leonard Bernstein & New York Philharmonica)






George Gershwin - nascido Jacob Gershowitz, em Brooklyn (Nova Iorque), a 26 de Setembro de 1898, e falecido em Hollywood (Califórnia), a 11 de Julho de 1937 - foi um importante compositor dos Estados Unidos. Escreveu a maioria dos seus trabalhos vocais e teatrais em colaboração com o seu irmão mais velho, o letrista Ira Gershwin. George Gershwin compôs tanto para a Broadway quanto para concertos clássicos. Também escreveu músicas populares de grande sucesso.

Muitas das suas composições tem sido usadas quer na televisão quer em inúmeros filmes, além de se terem tornado standards de jazz. A cantora Ella Fitzgerald gravou muitas das canções de Gershwin no seu álbum de 1959, "Ella Fitzgerald Sings the George and Ira Gershwin Songbook" (com arranjos de Nelson Riddle). Incontáveis músicos e cantores gravaram também músicas de autoria de Gershwin, incluindo João Gilberto, Oscar Peterson, Fred Astaire, Louis Armstrong, Al Jolson, Percy Grainger, Bobby Darin, Art Tatum, Bing Crosby, Yehudi Menuhin, Janis Joplin, John Coltrane, Frank Sinatra, Billie Holiday, Sam Cooke, Miles Davis, Herbie Hancock, Madonna, Judy Garland, Julie Andrews, Barbra Streisand, Marni Nixon, Natalie Cole, Nina Simone, Maureen McGovern, John Fahey, The Residents, Sublime (banda), e Sting.


Biografia

Infância e juventude

Gershwin nasceu como Jacob Gershowitz no Brooklyn, Nova Iorque, de pais judeus russos. O seu pai Morris (Moishe) Gershowitz, trocou o nome da família para Gershwin logo depois de imigrar para São Petersburgo (Rússia). A mãe de Gershwin, Rosa Bruskin, também veio da Rússia, tendo casado com Gershowitz quatro anos depois.

George Gershwin foi o segundo de quatro filhos. A primeira vez que demonstrou interesse pela música foi aos dez anos, quando escutou o seu amigo de infância, Max Rosen, num recital de violino. O som e a forma como o seu amigo tocava o instrumento fascinou-o. Os seus pais tinham comprado um piano para o seu irmão mais velho Ira Gershwin, mas, para surpresa deles e alívio de Ira, foi George quem começou a tocá-lo. Embora a sua irmã mais nova, Frances Gershwin, ter sido a primeira da família a ganhar dinheiro com o seu talento musical, ao ter casado nova, veio a tornar-se dona de casa além de mãe, desistindo da sua carreira de canto e dança - fixando-se na pintura, um hobby de George Gershwin.

Gershwin tentou vários professores de piano durante dois anos até ter sido apresentado a Charles Hambitzer por Jack Miller, um pianista da Orquestra Sinfônica de Beethoven. Hambitzer actuou como um mentor de George até à sua morte, em 1918. Hambitzer ensinou a Gershwin a técnica convencional de piano, introduzindo-o à tradição da música clássica europeia, encorajando-o a assistir a concertos de orquestras. Em casa, George tentava reproduzir no piano a música que ouvia nos concertos. Mais tarde, estudou com o compositor clássico Rubin Goldmark e com o compositor e teorista Henry Cowell.


Tin Pan Alley

Com 15 anos de idade, George saiu da escola e encontrou o seu primeiro emprego como músico na Tin Pan Alley, em Nova Iorque, ganhando $15 por semana. A sua inovadora rag "Rialto Ripples", em 1917, foi um sucesso comercial. Em 1919, alcançou o seu primeiro grande sucesso com a música "Swanee". Em 1916, começou a trabalhar para a Aeolian Company and Standard Music Rolls em Nova Iorque, gravando e arranjando rolos de piano. Produziu dúzias, se não centenas de rolos, sob o seu nome, ou usando pseudónimos como Fred Murtha e Bert Wynn. Gravou rolos de composições próprias para pianolas Duo-Art e Welte-Mignon. Assim como rolos de pianos, Gershwin fez uma breve incursão dentro do vaudeville, acompanhando Nora Bayes e Louise Dresser ao piano.

Em 1924, George e Ira colaboraram no musical de comédia, "Lady Be Good" que incluiu futuros standards do jazz como "Fascinating Rhythm" e "Lady Be Good".

Seguido por "Oh, Kay!" (1926), "Funny Face" em 1927, "Strike Up the Band" (1927 e 1930), "Show Girl" (1929), "Girl Crazy" (1930), que introduziu o standard "I Got Rhythm", e "Of Thee I Sing" (1931) o primeiro musical de comédia a ganhar um Prémio Pulitzer de Música.


Música clássica, ópera e influências europeias

Em 1924, compôs a sua primeira grande obra, "Rhapsody in Blue" para orquestra e piano, que foi orquestrada por Ferde Grofé e estreada pela banda de Paul Whiteman em Nova Iorque. Provou ser a sua obra mais popular.

Gershwin viveu em Paris por um período curto de tempo, onde estudou composição com Nadia Boulanger. Boulanger, tal como vários outros professores, como Maurice Ravel, acabaram, entretanto, por recusar dar-lhe aulas, receosos de que estes estudos rigorosos influenciassem o seu estilo, influenciado pelo jazz. Nessa mesma altura, escreveu "An American in Paris". Este trabalho recebeu diversas críticas negativas na sua primeira performance, no Carnegie Hall, a 13 de Dezembro de 1928, mas tornar-se-ia rapidamente parte do reportório de standards na Europa e nos Estados Unidos. Conseqüentemente achou a cena musical em Paris arrogante, e voltou para a América.

A sua mais ambiciosa composição foi "Porgy and Bess" (1935). Considerada por Gershwin como uma "ópera folk", a peça estreada no teatro da Broadway é considerada como a mais importante ópera americana do século XX. Baseada no romance de Porgy de DuBose Heyward, com a acção passada num bairro negro em Charleston, Carolina do Sul. Com excepção de pequenas falas de alguns personagens, todos os cantores/actores são negros. A música combina elementos da música popular, que foi fortemente influenciada pela música negra, técnicas achadas na ópera, assim como recitais e leitmotifs. Incluía também fugas e técnicas "avançadas" como politonalidade e tone row.


Hollywood e morte prematura

Gershwin recebeu somente uma nomeação para um Óscar, por "They Can't Take That Away From Me" escrita pelo seu irmão Ira para o filme de 1937 "Shall We Dance".

No começo de 1937, Gershwin começa a queixar-se de dores de cabeças "cegantes" e a recorrente impressão que estava cheirando a borracha queimada. Tinha desenvolvido um tipo de tumor no cérebro conhecido como glioblastoma multiforme. Em Junho, apresentou-se num concerto especial com a Orquestra Sinfônica de San Francisco sob a direção do maestro francês Pierre Monteux. Foi em Hollywood, enquanto trabalhava na partitura de "The Goldwyn Follies", que teve um colapso, a 11 de Julho de 1937, morrendo aos 38 anos de idade no Cedars of Lebanon Hospital, após uma cirurgia para retirada do tumor. Por coincidência, poucos meses depois, em 1937, o seu ídolo Ravel também morreria de uma cirurgia no cérebro.

Gershwin teve um caso de 10 anos de duração com a compositora Kay Swift e, frequentemente, consultava-a sobre as suas músicas. "Oh, Kay" foi nomeada em homenagem a Kay Swift. Após a morte de Gershwin, Swift organizou algumas das suas músicas, transcreveu as suas gravações, e colaborou com Ira em vários projectos. Gershwin teve um caso também com a actriz Paulette Goddard.

Gershwin morreu sem deixar testamento, e todas as suas propriedades foram passadas para a sua mãe. Está enterrado no Westchester Hills Cemetery em Hastings-on-Hudson, em Nova Iorque. Os trabalhos de Gershwin ainda trazem significantes quantias de royalties das licenças de copyrights. As licenças para tais obras expiraram no final de 2007 na União Europeia e irão expirar entre 2019 e 2027 nos Estados Unidos.

De acordo com uma carta de Fred Astaire para Adele Astaire, Gershwin sussurrou o seu nome antes de morrer.

Em 2005, o jornal The Guardian determinou "estimando os lucros acumulados na vida de um compositor" que Gershwin foi o compositor mais rico de todos os tempos. Gershwin foi nomeado para o passeio da fama de Long Island em 2006. O Teatro George Gershwin foi baptizado com o seu nome em sua homenagem.


Estilo musical e influência

Gershwin foi muito influenciado pelos compositores franceses do começo do século. Maurice Ravel ficou completamente impressionado com as habilidades de Gershwin: "Pessoalmente, acho o jazz mais interessante:os ritmos, o jeito que as melodias são tocadas, as próprias melodias. Eu escutei as obras de George Gershwin e as achei intrigantes." A orquestração nas obras sinfônicas de Gershwin, geralmente, são bastante parecidas com as de Ravel; igualmente, o concerto para dois pianos de Ravel demonstra influência de Gershwin. George pediu mesmo a Ravel algumas lições. Quando Ravel perguntou quanto Gershwin tinha ganhado, Ravel respondeu "Que tal você me dar algumas lições?" (Algumas versões da história apresentam Igor Stravinsky do que Ravel, mas Stravinsky mesmo confirmou que originalmente tinha ouvido a história de Ravel).

O "Concerto in F" de Gershwin foi criticado por ser fortemente influenciado às obras de Claude Debussy, mais do que o estilo de jazz pelo qual era esperado. A comparação não impediu Gershwin de continuar explorando os estilos franceses. O início de "An American in Paris" reflecte a longa jornada que tomou como compositor:"A parte inicial será desenvolvida no típico estilo francês, ao estilo de Debussy e os Seis, ainda que as melodias sejam originais".

Além da influência francesa, Gershwin ficou fascinado com as obras de Alban Berg, Dmitri Shostakovich, Igor Stravinsky, Darius Milhaud e Arnold Schoenberg. Pediu mesmo a Schoenberg algumas lições de composição, mas Schoenberg recusou, alegando "Eu apenas o faria um mal Schoenberg, e você é um bom Gershwin." (Esta frase é similar a uma creditada a Ravel durante a visita, em 1928, de Gershwin a França - "Por que ser um Ravel de segunda classe se você pode ser um Gershwin de primeira?.")

A influência russa do seu professor de composição Joseph Schillinger (1932-1936) foi essencial para proporcionar a Gershwin um método de composição. Houve alguma discordância sobre a natureza da influência de Schillinger sobre Gershwin. Após o sucesso póstumo de "Porgy and Bess", Schillinger alegou que teve uma grande e directa influência em supervisionar a criação da ópera; Ira negou completamente que o seu irmão teve qualquer ajuda para tal obra. Há ainda um terceiro relato sobre a relação com Schillinger escrita por um amigo próximo de Gershwin, Vernon Duke, num artigo para a Musical Quartely em 1947.

Uma habilidade diferencial de Gershwin foi conseguir manipular as formas de música numa só: pegou o jazz que descobriu em Tin Pan Alley combinando os ritmos e tonalidades com as canções populares da época.

A primeira canção que George Gershwin publicou foi "When You Want 'Em You Can't Get''Em, When You've Got 'Em, You Don't Want 'Em." Publicada em 1916 quando Gershwin tinha 17 anos ganhando um total de $5, entretanto ele prometeria bem mais.

Em 2007, a Biblioteca do Congresso baptizou o Prêmio de Melhor Canção Popular de Gershwin Prize. Reconhecendo o profundo e positivo efeito da música popular na cultura, o prêmio é dado anualmente para o compositor e performista para quem as contribuições ao longo da sua vida exemplificam a excelência alcançada pelos Gershwins. Em 1 de Março de 2007, o prêmio Gershwin foi dado ao compositor Paul Simon.


Gravações

No começo da sua carreira, Gershwin produziu dúzias de rolos para pianolas e esta era a sua principal fonte de renda. Muitas delas eram músicas populares da época e outras de sua autoria. Uma vez que a sua carreira no teatro foi crescendo, as gravações em rolos de piano foram gradulamente diminuindo. Entretanto, efectuou algumas gravações através da década de 20, incluindo uma versão completa de "Rhapsody in Blue".

Igualmente aos rolos de piano, há poucas gravações de áudio suas acessíveis. A sua primeira gravação foi de uma música própria, "Swanee" com o Fred Van Eps Trio em 1919. o balanceamento da gravação focaliza mais o banjo de Van Eps, ficando o piano ofuscado. A gravação foi antes de "Swanee" se tornar famosa com Al Jonson no começo de 1920.

Gershwin gravou uma versão curta de "Rhapsody in Blue" com Paul Whiteman e sua orquestra para a Victor Talking Machine Company em 1924, logo após a estreia mundial. Gershwin e a mesma orquestra fizeram uma gravação eléctrica da mesma versão para a Victor em 1927. Entretanto, uma disputa no estúdio sobre a interpretação, irritou Paul Whiteman levando-o a sair do projecto. A condução foi dada a Nathaniel Shilkret. Gershwin fez um extenso número de gravações de solos de piano para os seus musicais, alguns incluindo vocais de Fred e Adele Astaire, assim como os seus Três Prelúdios para piano.

Em 1929, Gershwin "supervisionou" a estreia mundial de "An American in Paris" com Nathaniel Shilkret e a Victor Simphony Orchestra. O papel de Gershwin na orquestra foi bem limitado, principalmente porque Shilkret estava conduzindo e tinha as suas próprias ideias sobre a música. Ninguém tinha sido contratado para tocar o solo breve de celesta, pelo que perguntaram a Gershwin se ele não poderia tocar, e ele acedeu. Gershwin pode ser escutado, brevemente, na gravação durante a secção lenta.

Gershwin apareceu em vários programas de rádio, incluindo o programa de Rudy Vallee, tocando algumas das suas composições, incluindo o terceiro movimento do "Concerto in F" com a orquestra de Vallee conduzindo. Algumas dessas performances foram preservadas em discos de transcrição e tem sido lançadas em LP e CD.

Em 1934, num esforço para arrecadar dinheiro para financiar a sua folk opera, Gershwin montou o seu próprio programa de rádio intitulado "Music by Gershwin", no qual apresentava obras suas e de outros compositores. Gravações desta e de outras transimissões incluíam a sua "Variations on Got Rhythm", partes de "Concerto in F", e numerosas canções dos seus musicais de comédia. Também gravou um ensaio da sua "Second Rhapsody", conduzindo a orquestra e tocando os solos de piano. Gershwin gravou excertos de "Porgy and Bess" com membros originais, conduzindo a orquestra do piano. Mais tarde, a RCA Victor contratou-o para supervisionar as gravações de "Porgy and Bess" em 1935, as quais foram as suas últimas gravações.

Um clip de 33 segundos de Gershwin tocando "I've Got Rhythm" sobreviveu, possivelmente retirado de um cine-jornal do começo da década de 30. Há também filmes mudos feitos em casa, alguns em Kodachrome, de Gershwin que tem sido apresentados em tributos ao compositor.

Em 1975, a Columbia Records lançou um álbum com os rolos de piano de Gershwin tocando "Rhapsody in Blue", acompanhado pela Columbia Jazz Band tocando o acompanhamento original conduzido por Michael Tilson Thomas. O outro lado do disco de Columbia Masterworks apresenta Tilson Thomas liderando a Filarmônica de Nova Iorque em "An American in Paris".

Em 1993, uma seleção de rolos de piano originalmentes produzidos por Gershwin para a Standard Music Roll Company foi lançada pela Nonesuch Records através do esforço de Artis Woodhouse e foi intitulado "Gershwin plays Gershwin: The Piano Rolls".


Composições

Orquestral
Rhapsody in Blue (para piano e orquestra, 1924)
Piano Concerto in F (1925)
An American in Paris (para orquestra, 1928)
Second Rhapsody, originalmente intitulada Rhapsody en Rivets (para piano e orquestra, 1931)
Cuban Overture, originalmente intitulada Rumba (1932)
Variations on "I Got Rhythm" (para piano e orquestra) (1934)
Catfish Row, suíte baseada na música de Porgy and Bess (1936)

Piano Solo
Prelúdios para Piano (1926)
George Gershwin's Songbook, arranjos de piano para 18 canções (1932)
Musicais da Broadway
George White's Scandals
Lady, Be Good (1924)
Tip-Toes (1925)
Song of the Flame (1925)
Tell Me More! (1925)
Oh, Kay! (1926)
Strike Up the Band (1927)
Funny Face (1927)
Rosalie (1928)
Show Girl (1929)
Girl Crazy (1930)
Of Thee I Sing (1931)
Pardon My English (1933)
Let 'Em Eat Cake(1933)
My One and Only (1983) (musical de 1983 usando músicas escritas por Gershwin)
Crazy for You, versão revisada de Girl of Crazy (1992), escrita e compilada sem a participação de George ou Ira Gershwin.

Ópera
Porgy and Bess (1935, esta foi, entretanto, primeiramente apresentada na Broadway do que numa casa de ópera)

Filmes para os quais Gershwin escreveu partituras originais
Delicious, partes de Second Rhapsody que foram usadas no filme. (1931)
Shall We Dance, orquestração original por Gershwinm sem gravações disponíveis em estéreo, algumas seções nunca foram gravadas. (1937)
A Damsel in Distress (1937)
The Goldwyn Follies, postumamente lançada (1937)
The Shocking Miss Pilgrim, usou canções não publicadas.



Nota: o presente post recolheu informação da Wikipedia, do Youtube e de letras.mus.br





Nota: Dado ser instrumental, o presente tema, obviamente, não tem letra.